O Vale de Hulah é uma grande planície localizada entre as montanhas do Golan a leste e as montanhas anti-líbano ao oeste e que se estende desde a fronteira do Líbano ao norte até as decidas para o Mar da Galiléia ao sul.

A extensa planície de Hulah era um grande pântano que foi drenado para dar lugar a agricultura e extinguir com a malária. Posteriormente o lago de Hulah foi parcialmente restaurado, mas a grande planície hoje ainda é seca, o que permite o desenvolvimento agrícola da região. Por esta planície passão cerca de meio bilhão de aves nas estação da primavera e outono, buscando o clima mais ameno no verão e no inverno.

No passado esta região, por causa do grande charco que se formava era assolada com a malária, o que causava um grande número de mortos, tornando-a praticamente inabitável.

Com o retorno dos judeus a partir do século XIX iniciou-se um processo de drenagem da região, os judeus importaram para a região os eucaliptos que crescem rapidamente secando o solo nos primeiros anos, desta forma, além de acabaram com a malária, eles foram utilizados como forma de proteção, visto que os árabes da região da Síria atiravam em direção ao ocidente onde ficavam a maioria das primeiras colônias judaicas.

Após as primeiras décadas em que a região foi drenada e seca, os pássaros que paravam na região para se refrescar e se alimentar, praticamente desapareceram, o que levou o governo a mudar a política ambiental na região.

Nas décadas seguintes o governo permitiu que um novo charco fosse preparado no que é chamado hoje “lago de HaHulah”.

Com o passar dos anos, milhões de aves voltaram a visitar a região que hoje é a principal escala da migração deles anualmente, seja no outono ou na primavera, uma visita a este local traz uma experiência simplesmente de tirar o fôlego. Em um ambiente aberto e natural, os pássaros recebem alimentos como parte do dízimo das fazendas na região, o que ajuda a controlar o eco-sistema e milhares de pesquisadores e observadores chegam a região todos os anos.

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